Descoberta Acidental Pode Revolucionar A Produção De Metais

Descoberta Acidental Pode Revolucionar A Produção De Metais

Por Edezio Silva  

Em busca de desenvolver um novo método eletroquímico, menos caro e poluente, de produção de baterias, os pesquisadores do MIT acabaram por descobrir uma forma de produzir antimônio líquido. Tal resultado, inesperado, pode conduzir a uma nova maneira de fundição de outros metais muito mais valiosos como o níquel e o cobre.

A descoberta pode levar a sistemas de produção de metais que são muito menos caros e que praticamente eliminam as emissões de gases de efeito estufa associadas com a maioria das fundições tradicionais de metais. Embora o antimônio em si não seja um metal amplamente utilizado, os mesmos princípios também podem ser aplicados na produção de metais muito mais abundantes e economicamente importantes, como cobre e níquel, dizem os pesquisadores.

A descoberta, surpreendente, foi relatada esta semana na revista Nature Communications, em um artigo de Donald Sadoway, Professor John F. Elliott de Química de Materiais, pós-doutor Huayi Yin e pelo estudioso visitante Brice Chung.

"Estávamos tentando desenvolver uma eletroquímica diferente para uma bateria", explica Sadoway. As diferentes partes das baterias são compostas de metais fundidos ou sais que têm diferentes densidades e, assim, inerentemente formam camadas separadas, como quando o óleo flutua sobre a água. "Queríamos investigar a utilidade de colocar um segundo eletrólito entre os eletrodos positivos e negativos" da bateria líquida, diz Sadoway.

Resultados inesperados

Quando eles energizaram esse sistema, em vez de carregar a bateria, ocorreu eletrólise, purificando o sulfureto de antimônio que estava sendo usado. A adição de um bom condutor iônico sobre o sulfureto de antimônio permitiu a eletrólise, criando um pool de 99,9% de antimônio puro.

"Descobrimos que quando fomos carregar esta suposta bateria, estávamos, na verdade, produzindo antimônio líquido em vez de carregar a bateria", diz Sadoway.

Processo simples e eficiente

A eletrólise é muito mais eficiente do que os métodos de fundição tradicionais baseados no calor, porque é um processo contínuo de uma única etapa, explica Sadoway. A descoberta do processo de eletrólise foi o que transformou o alumínio, há mais de um século, de um metal precioso, mais valioso, do que a prata, por exemplo, em uma mercadoria de baixo custo amplamente utilizada. Se o processo puder ser aplicado a outros metais industriais comuns, como o cobre, teria o potencial de baixar significativamente os preços, bem como reduzir a poluição do ar e as emissões de gases de efeito estufa associadas à produção tradicional.

"O que fez esta descoberta tão excitante", diz Sadoway, "é que poderíamos imaginar fazer o mesmo com o cobre e o níquel, metais que são usados em grandes quantidades." Fazia sentido começar com antimônio porque tem menor ponto de fusão - apenas 631 graus Celsius - em comparação com o cobre 1.085 graus C. Embora as temperaturas de fusão, mais elevadas de outros metais, possam complicar a concepção de um sistema de produção global, os princípios físicos subjacentes são os mesmos, e, portanto, tais sistemas devem eventualmente ser mais viável.

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Fontes:

http://news.mit.edu/2016/new-method-producing-some-metals-0824 , by David L. Chandler https://futurism.com